Bertolt Brecht e Kurt Weill compuseram várias músicas para teatro, para as peças , especificamente.
Segue algumas versões da música. Aproveite, curta, conheça!
EM PORTUGUÊS
EM ALEMÃO, O ORIGINAL
EM ALEMÃO, O ORIGINAL, numa nova versão de 2006.
EM INGLÊS
segunda-feira, 25 de julho de 2011
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Uma metáfora.
Um autor escreveu apenas uma peça de teatro, a ser encenada uma única vez, e naquele que era, em sua opinião, o melhor teatro do mundo, dirigida pelo, também em sua opinião, melhor diretor do mundo e representada apenas pelos melhores atores do mundo.
Esse autor acomodou-se, ainda antes de abertas as cortinas da noite de estréia, no local mais apropriado da galeria, invisível ao público. Lá, ele posicionou seu fuzil automático e, abertas as cortinas, pôs-se a disparar um tiro mortal na cabeça de todo espectador que, em sua opinião, risse no momento errado.
No final do espetáculo, só restavam no teatro espectadores mortos. Durante toda a encenação, os atores e o administrador do teatro não se deixaram perturbar um só instante pelo autor obstinado e seus tiros.
Nicolaas Thomas Bernhard nasceu em 9 de Fevereiro de 1931 na Áustria. É autor de nove romances, muitas novelas e 18 peças de teatro. Sua obra é mais influenciada pelo sentimento de ser abandonado (em sua infância e juventude) e por ter uma doença incurável.
segunda-feira, 16 de maio de 2011
As MedÉias da Periferia
"Hoje posso dizer com toda certeza que vocês são jovens profissionais, pois já fui em várias peças de teatro com profissionais renomados e, pra mim, estão no mesmo patamar. " relata Claudia Francisco. Ou ainda quando a atriz e professora de teatro Gabriela Sabina diz: " Me emocionei, chorei e me arrepiei durante todo espetaculo. Deixo registrado que poucos espetáculos "profissionais", ou assim ditos, me tocaram de maneira tão profunda!" Quando o público sente isso a arte fala por si, sem precisar de explicações.
Na periferia também se faz arte.
Venha!
Serviço:
As MedÉias da Periferia
com a Cia Daraus Teatro
Atendimento ao publico sempre às sextas-feiras, das 18h às 19h no local ou no email
Sinopse:
Medéia, a mãe, é abandonada por seu marido José, ex-jogador de futebol e viciado em drogas que resolve se casar com Glaucia, a filha do principal traficante do morro, Mencão.
A tragédia individual da protagonista torna-se coletiva e resulta de uma situação social onde sobreviver é a ordem. Neste contexto de fome e miséria, que vontades tem essa mulher de sobreviver uma vez que perde junto com o marido o único momento em que a realidade é esquecida, o leito conjugal?
Diante da dificuldade de viver a tragédia social cotidiana sem o marido, Medéia deixa-se agir pelo ciúmes e resolve vingar o seu sofrimento individual na favela onde vive.
E é este local, desmembrado em outros personagens que traz o coro grego presente também nesta releitura. O tempo todo o espetáculo dialoga com a estrutura clássica, sem deixar de trazê-la para a atualidade.
clique aqui e leia a crítica feita por um morador da Vila.
ou clique aqui para ler a crítica (a 2ª) feita por outro morador.
Clique aqui e leia o depoimento da jornalista Fernanda Nobre.
O grupo
Após 10 anos de trabalho com jovens universitários, a Cia Daraus fixa sede na periferia de São Paulo, Zona Norte.
Retratar, a partir de textos da dramaturgia universal, a realidade vivida pelos moradores das favelas de SP é o principal objetivo da nova Cia Daraus que em 2009 monta uma releitura do clássico A mandrágora de Maquiavel e em 2010 uma nova releitura de Medéia, de Euripedes.
sábado, 5 de março de 2011
A mandrágora em curta temporada.
clique aqui e veja os equipamentos
que a Cia Daraus precisa de doação.
No próximo sábado, 12 de março, a Cia Daraus Teatro, integrante do movimento Cena Norte*, estreia uma nova versão da comédia teatral A Mandrágora, de Maquiavel.
Reformulada a partir da entrada de Pri Bertucci no elenco, o espetáculo ganha cenas novas, música e ainda mais diversão.
O argumento é simples: o jovem Calímaco volta da França e resolve conquistar a esposa do homem mais poderoso da cidade, o mestre Nícia. Como não sabe direito como fazer, pede a ajuda a Ligúrio, um malandro astuto que, por sua vez pede ajuda a Igreja e a mãe da vítima.
Nesse aparente quiprocó (bagunça, festa, algazarra) Maquiavel traz à cena valores de uma sociedade em formação: dinheiro, corrupção, tirar vantagens da ingenuidade alheia e ambição são algumas das questões colocadas pelo autor.
O espetáculo, que estreou a versão anterior em fevereiro de 2010 e teve boa repercussão, lotando as apresentações no CEU Jaçanã, OSAM e Fundação Gol de Letra.
Para finalizar, um parágrafo do prólogo escrito pelo autor:
"Se um velho imbecil, um frade astuto,
... um parasita matreiro e corrupto
... hão de ser hoje o vosso passatempo,
... não se culpe o autor e, sim, o seu tempo."
Serviço:
A Mandrágora
com a Cia Daraus Teatro
Local: rua Bernardo Fonseca Lobo, 617 (clique aqui e veja como chegar)
Você escolhe quanto quer pagar (mínimo R$2,50).
Sábados - 20h - somente até 09/04
25 lugares
O Grupo Anima está na trilha sonora de A Mandrágora
O grupo
Após 10 anos de trabalho com jovens universitários, a Cia Daraus fixa sede na periferia de São Paulo, Zona Norte.
Retratar, a partir de textos da dramaturgia universal, a realidade vivida pelos moradores das favelas de SP é o principal objetivo da nova Cia Daraus que em 2009 monta uma releitura do clássico A mandrágora de Maquiavel e em 2010 uma nova releitura de Medéia, de Euripedes.
*O Cena Norte é um movimento formado por artistas da zona norte de São Paulo em parceria com SESC Santana e outras organizações, que objetiva construir, coletivamente, ações que contribuam para estimular, democratizar e viabilizar, atividades artisticas e educativas ligadas as artes cênicas produzidas nessa região da cidade..
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
Georgette Fadel em Gota dágua
Essa é Georgette Fadel, atriz que ministrará uma oficina que será feita por Dani Ciasca, diretor da Cia Daraus, a partir de amanhã, 22/02/11.
para saber mais, clique aqui.
para saber mais, clique aqui.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Curta temporada de As Medéias da Periferia.
Serão somente 04 sextas-feiras no mês de fevereiro de 2011 onde quem não viu finalmente poderá ver e quem já viu poderá revê-la para melhor compreendê-la.
A peça é uma livre adaptação da tragédia grega Medéia, de Eurípedes. Como declarou o espectador Vinicius Gonçalves: "Todo segmento artístico busca em essência traduzir sentimentos, situações que tenham algum recorte diferente e/ou peculiar da vida real ainda não percebido, e é justamente neste quesito que a peça ganha vida e essência, pois seleciona fragmentos da música (o espetáculo é regado de belas músicas de Chico Buarque como "A Gota D'Água", "Noite dos Mascarados", entre outras), elementos da cultura afro-brasileira, mas principalmente, consegue traduzir realidade para destilar o antagonismo de amor e ódio vivido pela protagonista Medéia, num contexto periférico."
Clique na imagem para ampliá-la
O resultado disso é a boa aceitação do publico. Além de excelentes comentários, as pessoas que avaliaram a apresentação em nosso blog foram amplamente generosas, assim como já tinha acontecido com o espetáculo anterior: A mandrágora.
"Hoje posso dizer com toda certeza que vocês são jovens profissionais, pois já fui em várias peças de teatro com profissionais renomados e, pra mim, estão no mesmo patamar. " relata Claudia Francisco. Ou ainda quando a atriz e professora de teatro Gabriela Sabina diz: " Me emocionei, chorei e me arrepiei durante todo espetaculo. Deixo registrado que poucos espetáculos "profissionais", ou assim ditos, me tocaram de maneira tão profunda!" Quando o público sente isso a arte fala por si, sem precisar de explicações.
Por tudo isso é que resolvemos voltar. São poucas apresentações, mas suficientes para que você seja nossa convidada e nosso convidado. Quem sabe você não é o primeiro ou a primeira a não gostar? Não importa. O que importa é que na periferia também se faz arte.
Venha!
Serviço:
As MedÉias da Periferia
com a Cia Daraus Teatro
Local: rua Bernardo Fonseca Lobo, 617 (clique aqui e veja como chegar)
Você escolhe quanto quer pagar (mínimo R$2,50).
Sexta-feira - 21h - somente em fevereiro
25 lugares - compre ingressos antecipados
Sinopse:
Medéia, a mãe, é abandonada por seu marido José, ex-jogador de futebol e viciado em drogas que resolve se casar com Glaucia, a filha do principal traficante do morro, Mencão.
A tragédia individual da protagonista torna-se coletiva e resulta de uma situação social onde sobreviver é a ordem. Neste contexto de fome e miséria, que vontades tem essa mulher de sobreviver uma vez que perde junto com o marido o único momento em que a realidade é esquecida, o leito conjugal?
Diante da dificuldade de viver a tragédia social cotidiana sem o marido, Medéia deixa-se agir pelo ciúmes e resolve vingar o seu sofrimento individual na favela onde vive.
E é este local, desmembrado em outros personagens que traz o coro grego presente também nesta releitura. O tempo todo o espetáculo dialoga com a estrutura clássica, sem deixar de trazê-la para a atualidade.
clique aqui e leia a crítica feita por um morador da Vila.
ou clique aqui para ler a crítica (a 2ª) feita por outro morador.
Clique aqui e leia o depoimento da jornalista Fernanda Nobre.
O grupo
Após 10 anos de trabalho com jovens universitários, a Cia Daraus fixa sede na periferia de São Paulo, Zona Norte.
Retratar, a partir de textos da dramaturgia universal, a realidade vivida pelos moradores das favelas de SP é o principal objetivo da nova Cia Daraus que em 2009 monta uma releitura do clássico A mandrágora de Maquiavel e em 2010 uma nova releitura de Medéia, de Euripedes.
*O Cena Norte é um movimento formado por artistas da zona norte de São Paulo em parceria com SESC Santana e outras organizações, que objetiva construir, coletivamente, ações que contribuam para estimular, democratizar e viabilizar, atividades artisticas e educativas ligadas as artes cênicas produzidas nessa região da cidade..
domingo, 23 de janeiro de 2011
Daraus indica
Francisco Medeiros foi o primeiro diretor a visitar e a inaugurar o Projeto Cena Norte (clique aqui para saber mais ou aqui para visitar o blog do projeto).
Semana que vem o espetáculo dele estará em cartaz. Confira quem puder.
Aproveite e veja na Barra ao lado >>>>
a matéria do metrópolis sobre o espetáculo.
Semana que vem o espetáculo dele estará em cartaz. Confira quem puder.
Aproveite e veja na Barra ao lado >>>>
a matéria do metrópolis sobre o espetáculo.
(clique na imagem para ampliá-la)
Silvana Abreu, o teatro e a vida.
por Dani Ciasca
É comum, infelizmente, no mundo do teatro, nos depararmos com a destruição do nosso ego e da nossa auto-estima.
Não acredito que seja por mau-caratismo ou sadismo, mas simplesmente porque já estamos habituados a isso.
O diretor que te escracha, o colega que destroi seu trabalho e, por fim,
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domingo, 19 de dezembro de 2010
O teatro onde tudo começou
O berço da dramaturgia clássica será restaurado na Grécia. As ruínas do Teatro de Dionísio, na Acrópole de Atenas, onde há mais de 2.500 anos foram apresentadas as primeiras tragédias de Eurípedes, Ésquilo e Sófocles, receberão investimentos para recuperar parcialmente suas instalações.
A obra de renovação, orçada em 6 milhões de euros (cerca de R$ 15 milhões), deve durar seis anos. Segundo as autoridades gregas, o teatro estará pronto em 2015, com parte dos assentos reconstruída a partir de uma combinação de pedra original com materiais modernos. Não há, porém, intenção de encenar espetáculos no local - os últimos foram apresentados na década de 1970.
Utilizado pela primeira vez no século seis antes de cristo (VI a.C), o teatro consistia em um terraço de onde os espectadores avistavam um palco circular. Aí era realizada uma competição de peças, durante o festival anual dedicado a Dionísio, deus do vinho. Em quatro antes de cristo (IV a.C), dois séculos depois, o espaço foi remodelado e ampliado para receber até 15 mil pessoas.
A obra de renovação, orçada em 6 milhões de euros (cerca de R$ 15 milhões), deve durar seis anos. Segundo as autoridades gregas, o teatro estará pronto em 2015, com parte dos assentos reconstruída a partir de uma combinação de pedra original com materiais modernos. Não há, porém, intenção de encenar espetáculos no local - os últimos foram apresentados na década de 1970.
Utilizado pela primeira vez no século seis antes de cristo (VI a.C), o teatro consistia em um terraço de onde os espectadores avistavam um palco circular. Aí era realizada uma competição de peças, durante o festival anual dedicado a Dionísio, deus do vinho. Em quatro antes de cristo (IV a.C), dois séculos depois, o espaço foi remodelado e ampliado para receber até 15 mil pessoas.
por Graziella Beting
fonte : História ViVA ano VI nº 76terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Depoimento de uma espectadora.
por Fernanda Nobre
Minha sensação ao assistir "As MedÉias da Periferia" (clique aqui para saber sobre a peça) foi a de vivenciar ali um momento vivo de transformação. Digo isso porque acompanho o trabalho do Dani Ciasca e vi essa história nascer. A transformação não está só nele como educador, envolvido, dedicado, mas naquele espaço, naqueles jovens e naquela comunidade.
Cheguei a Vila Albertina por volta de 9h da noite e perdida, perguntei a uma senhora, sentada na calçada: “A senhora sabe onde fica o número, 617? “ Ela me respondeu: O que você está procurando? Eu disse a ela, “ O Teatro de um gru...” Nem terminei de falar e ela me disse: é ali, naquela porta preta.
Esse é o primeiro sinal de mudança diante do desafio de levar aos territórios mais populares a arte do teatro, tornar-se conhecido e ser reconhecido pela comunidade que se quer transformar.
Ao assistir a peça, fui surpreendida por um misto de interpretação e música. Interpretações fortes, com muito sentimento, sem sentimentalismo, e com muita força na tradução de histórias vividas por aqueles personagens da vida real. Fui convidada pelos olhares, pelas palavras, pelas músicas, a rir, a chorar, a me surpreender, a me emocionar. Teatro vivo, vivíssimo!!! A arte de interpretar ali, naquele galpão, onde os carros passam na rua com seu funk em volume máximo, mas nada, absolutamente nada tira a atenção daquele palco.
Entrei agora no blog desse grupo e encontrei um texto do Vinicius, jovem que eu e o Dani vimos ainda menino começando a se interessar por comunicação. A sensação que tenho unindo as duas histórias é que trabalhar com essas pessoas é um caminho embasado no verbo compartilhar. E a transformação vem para eles e vem pra gente também! Que venham muitos momentos que possamos compartilhar, que venham muitas emoções para a Vila Albertina, trazidas pelas palavras e pelos olhares da Cia Daraus.
Fernanda Nobre é jornalista e coordenadora de comunicação da Fundação Tide Setúbal
Crítica de um outro morador sobre "As MedÉias da Periferia"
"Carta à jovens poetas"
Acabei por adaptar o título do livro "Cartas à um Jovem Poeta" do poeta Rainer Maria Rilke, para sintetizar as sensações do Espetáculo "As Medéias da Periferia" (clique aqui para saber mais sobre a peça) , lindamente adaptada do original "Medéia", do grego Eurípedes, pela Cia Daraus Teatro, localizada no bairro Vila Albertina, periferia da zona norte de São Paulo.
Uma mistura profunda e intensa de música, cultura popular, e diversos outros componentes que enriquecem uma história, mas o que mais sobressai a peça adaptada pelos jovens é a verdade. Todo segmento artístico busca em essência traduzir sentimentos, situações que tenham algum recorte diferente e/ou peculiar da vida real ainda não percebido, e é justamente neste quesito que a peça ganha vida e essência, pois seleciona fragmentos da música (o espetáculo é regado de belas músicas de Chico Buarque como "A Gota D'Água", "Noite dos Mascarados", entre outras), elementos da cultura afro-brasileira, mas principalmente, consegue traduzir realidade para destilar o antagonismo de amor e ódio vivido pela protagonista Medéia, num contexto periférico.
Tomarei parte das palavras de Rilke no livro mencionado no início deste texto para tentar dar voz às coisas que eu como espectador, senti: "Aqui, onde há uma região poderosa em torno de mim, sobre a qual avançam os ventos vindos do mar, aqui sinto que nunca um homem poderá dar uma resposta às perguntas e aos sentimentos que têm vida no fundo do seu ser. Pois mesmo os melhores erram nas palavras quando elas devem significar o que há de mais leve e quase indizível." Em suma, foi difícil transmitir um olhar devido à peculiaridade de quem acompanha de perto o desenvolver deste trabalho.
Parabéns ao grupo, e que os frutos de Medéia façam da Vila Albertina um palco aberto aos seus moradores.
Vinicius Gonçalves é estudante de jornalismo, nasceu e sempre morou na Vila Albertina.
aproveite e clique aqui para ler a crítica do morador Carlos Ronchi à mesma peça
Clique aqui e leia o depoimento da jornalista Fernanda Nobre sobre a peça "As MedÉias da Periferia".
por Vinicius Gonçalves
Uma mistura profunda e intensa de música, cultura popular, e diversos outros componentes que enriquecem uma história, mas o que mais sobressai a peça adaptada pelos jovens é a verdade. Todo segmento artístico busca em essência traduzir sentimentos, situações que tenham algum recorte diferente e/ou peculiar da vida real ainda não percebido, e é justamente neste quesito que a peça ganha vida e essência, pois seleciona fragmentos da música (o espetáculo é regado de belas músicas de Chico Buarque como "A Gota D'Água", "Noite dos Mascarados", entre outras), elementos da cultura afro-brasileira, mas principalmente, consegue traduzir realidade para destilar o antagonismo de amor e ódio vivido pela protagonista Medéia, num contexto periférico.
Tomarei parte das palavras de Rilke no livro mencionado no início deste texto para tentar dar voz às coisas que eu como espectador, senti: "Aqui, onde há uma região poderosa em torno de mim, sobre a qual avançam os ventos vindos do mar, aqui sinto que nunca um homem poderá dar uma resposta às perguntas e aos sentimentos que têm vida no fundo do seu ser. Pois mesmo os melhores erram nas palavras quando elas devem significar o que há de mais leve e quase indizível." Em suma, foi difícil transmitir um olhar devido à peculiaridade de quem acompanha de perto o desenvolver deste trabalho.
Parabéns ao grupo, e que os frutos de Medéia façam da Vila Albertina um palco aberto aos seus moradores.
Vinicius Gonçalves é estudante de jornalismo, nasceu e sempre morou na Vila Albertina.
aproveite e clique aqui para ler a crítica do morador Carlos Ronchi à mesma peça
Clique aqui e leia o depoimento da jornalista Fernanda Nobre sobre a peça "As MedÉias da Periferia".
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Gal Costa
Essa vai pra Pri Bertucci, integrante da Cia Daraus Teatro e fã de Gal Costa.
Os Doces Bábararos - o seu amor
Os Doces Bábararos - o seu amor
sábado, 27 de novembro de 2010
Crítica de um morador sobre "As MedÉias da Periferia"
Escreva também a sua crítica sobre nossa peça. Ela será publicada no nosso blog, sem censura, desde que não ofenda pessoalmente a ninguém, é claro.
Observação critica de um critico sem critica
Sempre existiu uma necessidade dentro da Vila Albertina de um espaço teatral, pois bem, a Cia Daraus veio para suprir esta necessidade.
Em uma rua movimentada da Vila, em mais uma garagem como muitas daquele local, ali esta a Daraus. Já comentei com pessoas moradoras do local, “fãs de teatro” (as mesmas que tem que ir até o centro de São Paulo para assistir a uma peça) que havia um teatro dentro da Vila, o que eles me disseram? “Ah, abriram um teatrinho ali, mas nem sei no que vai dar”. Pois bem, fui lá eu assistir a peça, sozinho, pois os mesmos “fãs de teatro” não quiseram ir.
"As MedÉias da Periferia", por ser uma tragédia, não é daquelas peças que você senta e fica relaxado, só observando e se deleitando com suas gargalhadas solitárias; você fica desconfortado, inquieto, uma agonia desse a garganta, mas é uma agonia gostosa, algo que te faz sofrer, mas ao final faz você aplaudir de pé e pedir bis. Há duas parte extremamente agonizantes na peça, o canto de Medeia (canta Gota d’água) e a história do pai, que enquanto estava bêbado, matou seu filho a pauladas.
Não quero que leiam este texto como uma critica, pois apenas mostrei o que senti o que pensei porem, não é possível escrever tudo que se sente. Para todos que gostam de ler uma boa critica: como se pode criticar uma obra de arte como essa?
Carlos Ronchi é morador da Vila Albertina e integrante do grupo Teatro Silva.
Leia também a crítica de Vinicius Gonçalves (clique aqui)
Clique aqui e leia o depoimento da jornalista Fernanda Nobre sobre a peça "As MedÉias da Periferia".
por Carlos Ronchi
Observação critica de um critico sem critica
Sempre existiu uma necessidade dentro da Vila Albertina de um espaço teatral, pois bem, a Cia Daraus veio para suprir esta necessidade.
Em uma rua movimentada da Vila, em mais uma garagem como muitas daquele local, ali esta a Daraus. Já comentei com pessoas moradoras do local, “fãs de teatro” (as mesmas que tem que ir até o centro de São Paulo para assistir a uma peça) que havia um teatro dentro da Vila, o que eles me disseram? “Ah, abriram um teatrinho ali, mas nem sei no que vai dar”. Pois bem, fui lá eu assistir a peça, sozinho, pois os mesmos “fãs de teatro” não quiseram ir.
"As MedÉias da Periferia", por ser uma tragédia, não é daquelas peças que você senta e fica relaxado, só observando e se deleitando com suas gargalhadas solitárias; você fica desconfortado, inquieto, uma agonia desse a garganta, mas é uma agonia gostosa, algo que te faz sofrer, mas ao final faz você aplaudir de pé e pedir bis. Há duas parte extremamente agonizantes na peça, o canto de Medeia (canta Gota d’água) e a história do pai, que enquanto estava bêbado, matou seu filho a pauladas.
Não quero que leiam este texto como uma critica, pois apenas mostrei o que senti o que pensei porem, não é possível escrever tudo que se sente. Para todos que gostam de ler uma boa critica: como se pode criticar uma obra de arte como essa?
Carlos Ronchi é morador da Vila Albertina e integrante do grupo Teatro Silva.
Leia também a crítica de Vinicius Gonçalves (clique aqui)
Clique aqui e leia o depoimento da jornalista Fernanda Nobre sobre a peça "As MedÉias da Periferia".
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Teatro no Ceu Jaçanã
CEU Jaçanã - Rua Antonio César Neto, n° 105 - Jaçanã
Dias 06/11, 13/11, 20/11, 11/12 as 18h e dias 26/11 e 02/12 as 20:30h
sábado, 6 de novembro de 2010
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
As MedÉias da Periferia
clique aqui e leia a crítica feita por um morador da Vila.
ou clique aqui para ler a crítica (a 2ª) feita por outro morador.
Clique aqui e leia o depoimento da jornalista Fernanda Nobre.
Chegou ao fim a temporada do espetáculo: As MedÉias da Periferia, mas em fevereiro de 2011 estaremos de volta.
Inspirados na tragédia grega Medéia, de Eurípedes, a companhia faz uma releitura da obra contextualizando no universo das favelas da Zona Norte de São Paulo, local da sede da Cia. O espetáculo atualiza o mito de medéia colocando as questões na gente pobre do Brasil que luta a cada dia para sobreviver.
Foram 06 meses de trabalho intenso de pesquisa onde o elenco foi instigado a encontrar paralelos entre o texto clássico e o cotidiano vivido por eles nas favelas da Zona Norte de São Paulo.
Medéia, a mãe, é abandonada por seu marido José, ex-jogador de futebol e viciado em drogas que resolve se casar com Glaucia, a filha do principal traficante do morro, Mencão.
A tragédia individual da protagonista torna-se coletiva e resulta de uma situação social onde sobreviver é a ordem. Neste contexto de fome e miséria, que vontades tem essa mulher de sobreviver uma vez que perde junto com o marido o único momento em que a realidade é esquecida, o leito conjugal?
Diante da dificuldade de viver a tragédia social cotidiana sem o marido, Medéia deixa-se agir pelo ciúmes e resolve vingar o seu sofrimento individual na favela onde vive.
E é este local, desmembrado em outros personagens que traz o coro grego presente também nesta releitura. O tempo todo o espetáculo dialoga com a estrutura clássica, sem deixar de trazê-la para a atualidade.
Serviço: TEMPORADA ENCERRADA
As MedÉias da Periferia
com a Cia Daraus Teatro
Local: rua Bernardo Fonseca Lobo, 617 (clique aqui e veja como chegar)
Você escolhe quanto quer pagar (mínimo R$2,50).
Sexta-feira - 21h - Curta temporada até 10/12
25 lugares - compre ingressos antecipados
ciadaraus@yahoo.com.br
O grupo
Após 10 anos de trabalho com jovens universitários, a Cia Daraus fixa sede na periferia de São Paulo, Zona Norte.
Retratar, a partir de textos da dramaturgia universal, a realidade vivida pelos moradores das favelas de SP é o principal objetivo da nova Cia Daraus que em 2009 monta uma releitura do clássico A mandrágora de Maquiavel e em 2010 uma nova releitura de Medéia, de Euripedes.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Cia Daraus: como chegar
Centro de Cultura e Formação Cia Daraus
Rua Bernardo Fonseca Lobo, 617 - Vila Albertina
Zona Norte - SP
(clique na imagem e veja onde estamos)
Como chegar
de ônibus - do metrô Tucuruvi - 1720-10 Cantareira / Jd Guançã
pedir para descer no ponto do supermercado Bonfim e caminhar até o número 617 - aprox 20 min
do metrô Parada Inglesa - 1016-10 - Cemitério Do Horto / Center Norte
pedir para descer no ponto depois da Pedra e caminhar até o número 617 - aprox 20 min
pedir para descer no ponto do supermercado Bonfim e caminhar até o número 617 - aprox 30 min
De carro, clique aqui para ver no mapa.
Venha pela Avenida Nova Cantareira -
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