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Chegou ao fim a temporada do espetáculo: As MedÉias da Periferia, mas em fevereiro de 2011 estaremos de volta.
Inspirados na tragédia grega Medéia, de Eurípedes, a companhia faz uma releitura da obra contextualizando no universo das favelas da Zona Norte de São Paulo, local da sede da Cia. O espetáculo atualiza o mito de medéia colocando as questões na gente pobre do Brasil que luta a cada dia para sobreviver.
Foram 06 meses de trabalho intenso de pesquisa onde o elenco foi instigado a encontrar paralelos entre o texto clássico e o cotidiano vivido por eles nas favelas da Zona Norte de São Paulo.
Medéia, a mãe, é abandonada por seu marido José, ex-jogador de futebol e viciado em drogas que resolve se casar com Glaucia, a filha do principal traficante do morro, Mencão.
A tragédia individual da protagonista torna-se coletiva e resulta de uma situação social onde sobreviver é a ordem. Neste contexto de fome e miséria, que vontades tem essa mulher de sobreviver uma vez que perde junto com o marido o único momento em que a realidade é esquecida, o leito conjugal?
Diante da dificuldade de viver a tragédia social cotidiana sem o marido, Medéia deixa-se agir pelo ciúmes e resolve vingar o seu sofrimento individual na favela onde vive.
E é este local, desmembrado em outros personagens que traz o coro grego presente também nesta releitura. O tempo todo o espetáculo dialoga com a estrutura clássica, sem deixar de trazê-la para a atualidade.
Serviço: TEMPORADA ENCERRADA
As MedÉias da Periferia
com a Cia Daraus Teatro
Local: rua Bernardo Fonseca Lobo, 617 (clique aqui e veja como chegar)
Você escolhe quanto quer pagar (mínimo R$2,50).
Sexta-feira - 21h - Curta temporada até 10/12
25 lugares - compre ingressos antecipados
ciadaraus@yahoo.com.br
O grupo
Após 10 anos de trabalho com jovens universitários, a Cia Daraus fixa sede na periferia de São Paulo, Zona Norte.
Retratar, a partir de textos da dramaturgia universal, a realidade vivida pelos moradores das favelas de SP é o principal objetivo da nova Cia Daraus que em 2009 monta uma releitura do clássico A mandrágora de Maquiavel e em 2010 uma nova releitura de Medéia, de Euripedes.

